terça-feira, 7 de abril de 2009

Haha,

ri ele, amarelo, e é ela quem olha duro porque tem que manter a seriedade. Nem parece que é ele quem comete ali o crime, quem toma a frente da ação; ela tenta não chorar. Um pássaro ciscando, uma mariposa que voa, um papel levado pelo vento. Um vendedor de pipocas: são seus olhos, os dele, que não param quietos, que não se concentram. Ela aperta sua mão na dele, puxa os braços, chama o nome. Ele olha, mas não foca.
Eu sou o outro, no banco em frente, um livro disfarçado na mão. Eu vejo as lágrimas e não ouço a discussão. Quando levantam e saem, não sei se vão se ver de novo, se vão se amar de novo. Também não me importa, e é bom que posso voltar a ler.

2 comentários:

Proletário disse...

cara, você escreve muito!
parabéns :D

Gabriel Mourão Soares disse...

Puxa, obrigado!