segunda-feira, 30 de julho de 2012

Mar, 10


Naquele dia, no corredor da faculdade de Biologia, eu acreditei que Sílvia pudesse ter visto algo de maravilhoso, mas sabia que era improvável que a Ilha fosse tão inacreditável quanto ela pretendia fazer parecer. A superfície dos oceanos já foi bem explorada e há algum consenso no sentido de que os mistérios ainda inexplicados acerca do mar se concentram em suas profundezas, de modo que soava improvável que uma bióloga recém formada pudesse ter encontrado uma ilha com as características descritas por ela e que nunca tivesse sido alvo de estudos nos campos da geopolítica, oceanografia e --- porque, e era isto o que a levara a falar comigo, haveriam também animais de espécies incríveis, além da estranha combinação de culturas --- biólogos marinhos. No entanto, já não aguentava a inação das aulas teóricas e precisava de algo que me entretivesse enquanto Dani não voltava. Assim, considerei que seria fácil me afastar da faculdade por algumas semanas, se o fizesse em virtude de um estudo acadêmico, respondi positivamente à proposta de Sílvia e parti com ela de volta para o mar.

2 comentários:

ALEXANDRE disse...

O mar dá,
o mar tira
o mar volta
e regurgita.

Gabriel Mourão disse...

O mar põe,
o mar deixa ficar
o mar zigueziguezá